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domingo, 30 de setembro de 2012

FC Porto pouco humilde empata com Rio Ave (2-2)

Um dragão com jeito de lorde em crise de humildade.
As curas de humildade nunca fizeram mal a ninguém. O problema é quando essa terapia se repete ano após ano. Aí algo está definitivamente mal, a começar pela própria (falta de) humildade. O diagnóstico não será facilmente identificável, porém. A génese residirá na raiz da personalidade, na comportamento-tipo, enfim. Que avance o psicólogo de serviço.

Nós, leigos nas ciências psíquicas, limitamo-nos a constatar evidências. A similitude entre o semi-insucesso do F.C. Porto em Vila do Conde com os desaires da época transata (Nicósia, Barcelos) são assustadores. Há, evidentemente, uma diferença superlativa: os dragões desta vez salvaram um ponto, em cima do minuto 90. 

Falamos de humildade, como podemos falar também de usura. A vencer por 0-1, sem ter de se aplicar a fundo para isso, os azuis e brancos vestiram o fato de gala, acenderam um charuto dos caros, daqueles que só se encontram no mercado clandestino, e passearam-se inconscientemente à mercê do perigo. 

Só não viu quem quis. Qual lorde inglês, diletante e indiferente, o F.C. Porto sorriu perante a escarpa vertiginosa e foi incapaz de perceber que a coisa acabaria mal. Acabou mesmo e podia ter sido pior, não fosse o cabeceamento salvador de Jackson já perto do último apito. 

FICHA DE JOGO E AO MINUTO

Chegados aqui, impõe-se falar de Tarantini. Qual Viriato emboscado por tropas romanas, o soldado mais competente de Nuno Espírito Santo rebelou-se e justificou o epíteto de herói. 

Primeiro ao jogar muito bem; depois, ao roubar a bola a Maicon (minuto 78, que gafe!) e a finalizar com categoria; a seguir, ao arrancar um pontapé do mais fundo da alma e a fazer estremecer o charuto do lorde britânico. 

De traje definitivamente manchado, colete desconchavado e os cabelos em pé, o F.C. Porto lá encontrou um assomo de dignidade e alcançou o mal menor. Longe de ser a redenção, foi a forma de resgatar um ponto e voltar a casa de consciência menos pesada. 

Tremendo mérito do Rio Ave, principalmente pela capacidade de nunca se desorganizar e de ter sido arrojado no segundo tempo. No F.C. Porto faltou o verdadeiro Lucho, outro Moutinho mas, acima de tudo, uma cultura de obsessão pelo golo. 

Salvou-se Miguel Lopes, autor de um golo e de uma assistência brilhante, James Rodríguez e pouco mais. Há muito para refletir.

Os Destaques do Jogo: Tarantini, soberbo

O F.C. Porto, é bom notar, teve o jogo na mão. A vencer, a ter um adversário relativamente sossegado do outro lado e a acreditar que o tempo correria sempre a seu favor. Mas não, no futebol não há disso. A mais indefesa das vítimas pode tornar-se num guerrilheiro selvagem a qualquer instante. Basta pressentir o odor do facilitismo. 

Este empate deve ruborizar de responsabilidade os bicampeões nacionais. Pelo que não jogaram, por terem sido incapazes de matar o jogo, por terem pensado no PSG, por não terem percebido que há vida para lá do Dragão. Que há vida fora da mansão luxuriosa do lorde, do senhor. 

Insistimos: esta é mais uma cura de humildade aplicada a uma equipa que, de vez em quando, tem recaídas. E é bom que se perceba que isto tem consequências. 

in Mais Futebol

Estoril consegue empate a 2 em Alvalade

Que grande Estoril se viu em Alvalade. Empate justíssimo.
84 minutos e o Sporting acabou de marcar. E só consigo pensar: «Que grande Estoril!» E escrevo isto antes do final do encontro, correndo o risco de os leões ainda conseguirem vencer, mostrando-se finalmente superiores com mais um em campo depois de nunca o terem sido com 11 para 11. É verdade que os «canarinhos» acabam a sofrer e Gonçalo foi vítima da sua própria inexperiência, ao dirigir para si o amarelo que tinha pedido para Carrillo, mas isso não apaga o que esta equipa de Marco Silva foi capaz de fazer até aí. Uma serenidade ensurdecedora, organização a todos os níveis e sagacidade na hora de aproveitar toda a inclinação dos rivais para a frente.

90 minutos e continuo sem escrever muito mais. Izmailov rodopia de forma espetacular sobre a bola, já na área, dirigindo-a para a linha final quando parecia perdida. O russo faz o que lhe compete, cruza. Viola e Wolfswinkel esticam-se mas não conseguem bater Vágner pela terceira vez.

90 minutos e mais umas pitadas. Que momento fantástico! O Sporting esteve tão perto, mas tão perto, que parece um milagre que a bola não tenha entrado. Vágner assina a primeira obra impossível ao defender o livre direto de André Martins, o jovem Betinho em quem Sá Pinto confiou os últimos minutos, rematou de pronto, para ser Elizeu a evitar que a bola passe a linha. Ela ainda ali ficou, a saltitar, perante o desespero de uns em rematá-la e outros em afastá-la, mas os da Linha acabariam mesmo por conseguir o balão redentor.

Agora, acabou! Os assobios caem sobre o relvado. Sobre os jogadores e Sá Pinto, alguns; sobre o Estoril porque não vinha mesmo nada a calhar tal irreverência; sobre o árbitro, porque é mesmo assim, seja como for. O Sporting voltou a empatar e terei agora algum leitor mais irritado (e algum colega também, a dizer que não é assim que se faz) a criticar-me por só agora escrever o resultado. Os leões não foram além de um empate (o terceiro na Liga) a dois golos frente ao Estoril, que até esteve a vencer por 2-0. Uma expulsão e um autogolo embalaram os da casa para a igualdade.

Escreveu-se depois do Gil Vicente que uma equipa mais inteligente e com outras armas na frente teria aproveitado aquela vontade leonina de cair em cima do adversário com tudo. Não foi preciso esperar muito, apenas uns dias. Com um tridente móvel formado por Gerso, Luís Leal e Licá, e com Carlos Eduardo e Diogo Amado nos lançamentos, o Estoril foi crescendo no campo e ameaçando até ao primeiro golo. Bem, Amado a ver a diagonal de Licá, que tenta jogar com Luís Leal. O avançado força a entrada na grande área e acaba derrubado por Cédric. Penalty justo. Steven Vitória fez o 0-1 e o árbitro apitou para o intervalo.

O leão voltou com vontade, mas sofreu o segundo golo num contra-ataque perfeito. Gerso levou a bola desde o seu meio-campo, fez o que quis do último homem do Sporting e entregou na direita em Luís Leal, que fuzilou Patrício. O homem que o Sporting não aproveitou sentia o sabor da vingança. Só que esse sabor tornou-se agridoce, pouco depois, com o segundo amarelo a Gonçalo, que protestava um cartão para um rival. O Estoril sentia que tinha de recuar linhas e aguentar porque o rival ia cair-lhe com tudo em cima. E foi o autogolo de Anderson, aos 76, depois de cabeceamento de Viola que fez de rastilho.

O 2-2 chegou aos 84 minutos, por Van Wolfswinkel, que desviou um remate de André Martins para as redes. A seis minutos do fim, com mais seis de descontos, com um homem a mais, e com o moral cheio por ter recuperado de dois golos de desvantagem, sentia-se que o Sporting estava muito perto do triunfo.

Acabaria 2-2, como prémio justo para o Estoril, que até podia ter sido bem mais feliz na partida. É verdade que com mais sorte o Sporting poderia ter conseguido os três pontos, mas os «canarinhos» não mereciam tamanha desilusão.

in Mais Futebol

sábado, 29 de setembro de 2012

Benfica vitorioso em Paços de Ferreira

Lima vale três pontos e cada tostão que custou.

Num exercício sem rede, a melhor nota foi para Lima. Uma semana depois do empate que tanta polémica gerou em Coimbra, o Benfica entrou pressionado em Paços de Ferreira e saiu-se bem. Entrou em falso, reagiu e livrou-se da apatia com o oportunismo de Lima. Ganhou 2-1, somou três pontos e voltou a acreditar em si. Era um mortal sem rede e a resposta foi boa. 

Não foi excelente, claro. Nem foi a que, certamente, Jorge Jesus vai querer para o resto da temporada. As limitações são visíveis e normais. Afinal, as mexidas foram muitas. Por isso, nem tudo é bom,mas é melhor que há uma semana.

Num jogo com várias peripécias, o apagão na luz, logo aos três minutos, alastrou-se à equipa de Jorge Jesus. O Benfica mostrou-se com poucas ideias durante toda a primeira parte, dando praticamente essa metade de avanço ao rival. Não que o Paços tenha sido demasiado ofensivo ou, sequer, dominado o jogo. Mas era ao Benfica que cabia a missão de assumir o rumo dos acontecimentos, sobretudo depois do tropeção da semana passada. E não foi afoito.

O que se viu foi uma equipa com reação, mas sem ação. E na mesma toada de Coimbra. Algum fulgor, pouca criatividade e muito desacerto na hora de rematar. 

O golo do Paços, esse, é um momento à parte num jogo pouco interessante, até. Um hino ao futebol bem jogado, com a bola a viajar da direita à esquerda do ataque pacense, com combinações bem alinhavadas, num futebol rendilhado, que meteu um toque de calcanhar, um centro perfeito e um desvio letal do renascido Cícero. Está muito diferente o avançado que um dia foi uma promessa do futebol português. 

O Benfica, como se disse, conseguiu reagir. E na hora, como convém. Cássio largou um cabeceamento de Jardel e Lima não perdoou, no primeiro ato de uma noite inspirada. Voltava tudo à estaca zero. O jogo prometia, mas não cumpriu, depois. Algo em voga nos dias que correm. 

A estranha noite de Cássio

Não fosse o desacerto de Cássio e o Benfica não teria criado mais nenhuma oportunidade até ao descanso. O guardião pacense, muitas vezes figura de destaque, esteve em foco pela negativa. Para além do erro no golo do empate, ainda voltou a mostrar-se desastrado em duas saídas aos pés de Lima. Numa, nem na bola acertou. Na outra, deixou-a escapar para Salvio que falhou de forma incrível. 

Era pouco, ainda assim. O Benfica não podia viver das benesses do adversário, até porque o Paços trocava bem a bola e mostrava saber o que fazer. Faltava-lhe arte e disponibilidade física para combater o trio de torres que protege a área encarnada. Jardel, Garay e Matic não são um luxo mas, para este jogo, chegavam e sobravam.

Aliás, sobravam tanto que Jesus sentiu que podia prescindir do sérvio, lançando Carlos Martins para tentar puxar a equipa mais para a frente. Foi pouco depois de Gaitán, entrado ao intervalo, ter atirado à trave, em mais um lance incompreensível de Cássio, e antes de Lima completar a reviravolta. 

O brasileiro aproveitou uma enorme confusão na área do Paços para, completamente sozinho, dar três pontos muito importantes ao Benfica. Substituiu Cardozo neste jogo e, pela amostra, terá ganho lugar. 

Benfica adulto segura vantagem

O Paços de Ferreira teve o mérito de não deixar de acreditar. A verdade é que o decorrer do jogo dava razão à equipa de Paulo Fonseca. Nada estava ainda decidido. Jesus sabia-o quando voltou à fórmula original, metendo André Almeida para o lugar de Rodrigo. Fonseca também tinha essa noção quando tentou que a frescura de Caetano pudesse criar o estrago que Manuel José já não conseguia. 

Mas o Benfica, menos rebelde e mais adulto, segurou a vantagem. Até a poderia ter aumentando, o que seria um castigo demasiado duro para o que jogou o rival. Somou três pontos e recuperou a confiança. Um bom sinal. Afinal, ainda vamos no início. 

in Mais Futebol

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sócios contra Vieira

O Relatório e Contas da época 2011/2012 foi chumbado em Assembleia Geral Ordinária, na qual participaram cerca de 600 sócios. O clube encarnado apresentou um resultado negativo de 12,9 milhões de euros.

Segundo números oficiais, 56,7 por cento dos sócios votaram contra, 40,2 a favor e 3,1 abstiveram-se.

Durante a Assembleia Geral, e apesar dos jornalistas não terem sido autorizados a entrar, foi percetível um ambiente de divisão. Após o discurso do presidente e antes das votações, chegou mesmo a rebentar um petardo dentro do pavilhão.

Luís Filipe Vieira saiu da Asssembeia ladeado por seguranças do clube, com os sócios a gritar «demissão, demissão».


in A Bola

Alex Sandro chamado à Selecção Brasileira

Lateral foi convocado por Mano Menezes para os amigáveis com o Iraque e Japão, integrando uma lista onde Kaká é o grande destaque. Danilo volta a ficar de fora.

 
 Alex Sandro foi chamado por Mano Menezes para os particulares do Brasil frente a Iraque e Japão. O lateral do FC Porto é o único jogador do campeonato português na lista de convocados, onde também está Hulk, transferido dos dragões para o Zenit. Danilo volta a ficar fora das escolhas do treinador.

Alex Sandro apadrinha assim o regresso de Kaká, depois de uma ausência do médio superior a dois anos, quando o Brasil perdeu (2-1) frente à Holanda nos quartos de final do Campeonato do Mundo da África do Sul, no dia 2 de julho de 2010. Foi esse o último jogo que fez com a camisola da canarinha.

O Brasil defronta o Iraque no dia 11 de outubro, em Malmo, na Suécia, e o Japão em Breslávia, na Polónia, dia 16. Mano Menezes optou por chamar apenas um jogador por equipa brasileira, de modo a não interferir no campeonato.

Eis a lista completa:

Guarda-redes

Diego Alves (Valencia)

Victor (Atlético-MG)

Jefferson (Botafogo)


Laterais

Adriano (Barcelona)

Alex Sandro (Porto)

Daniel Alves (Barcelona)

Marcelo (Real Madrid)


Centrais

David Luiz (Chelsea)

Dedé (Vasco)

Leandro Castán (Roma)

Thiago Silva (PSG)


Médios

Fernando (Grêmio)

Giuliano (Dnipro)

Kaká (Real Madrid)

Lucas (São Paulo)

Oscar (Chelsea)

Paulinho (Corinthians)

Ramires (Chelsea)

Sandro (Tottenham)

Thiago Neves (Fluminense)


Avançados

Hulk (Zenit)

Neymar (Santos)

Leandro Damião (Internacional)


in O Jogo Online

Jorge Jesus acredita que Benfica vai estar forte contra o Paços de Ferreira

O Benfica deixou pontos em Coimbra, mas para Jorge Jesus isso deveu-se apenas a fatores estranhos ao jogo. O treinador considera, por isso, que a sua equipa apresentou-se com muita qualidade, principalmente nos primeiros 45 minutos, salientando que é essa a atitude que pretende esta sexta-feira em Paços de Ferreira.

«Espero um Benfica forte, determinado, sabendo que o Paços é uma equipa que está a fazer um bom início de campeonato. Mas, com a qualidade que jogámos em Coimbra, de certeza que o jogo em Paços se tornará mais fácil, mesmo sabendo que teremos alguns problemas durante os 90 minutos. De qualquer forma, a equipa está forte e preparada para todas as circunstâncias que tenham a ver com o jogo», vincou Jorge Jesus, que se mostrou satisfeito com aquilo que a sua equipa tem demonstrado:

«O Benfica está imbatível em todas as provas até à data, por isso os jogadores têm de mostrar o que têm jogado nos jogos anteriores. Em Coimbra mostraram muita qualidade, fizemos um grande jogo e só não ganhámos por fatores estranhos ao jogo. Se a equipa render o que rendeu em Coimbra estará mais próxima da vitória.»

Mais à frente, o treinador reforçou a ideia e nem a falta de eficácia evidenciada em Coimbra parece preocupar Jorge Jesus:

«Jogámos com muita qualidade em Coimbra e é isso que queremos passar novamente para o jogo com o Paços. Estivemos a ver algumas situações em que também houve falta de sorte e penso que isso não vai acontecer outra vez amanhã.» 


in A Bola

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Futebol profissional e Sá Pinto não foram temas abordados no Conselho Leonino

O Conselho Leonino realizou-se esta quarta-feira, tendo sido uma reunião que demorou menos do que aquilo que era esperado. Passado cerca de 1.30 horas, estava encerrada a sessão na qual foram discutidos vários pontos do universo sportinguista.

Contra aquilo que era esperado, a situação atual do futebol profissional e a manutenção de Ricardo Sá Pinto como treinador da equipa principal não foram temas abordados.

Todos os pontos foram aprovados por larga maioria, nomeadamente o Relatório e Contas do Sporting Clube de Portugal, assim como as cooptações de José Silva e Costa e João Pessoa e Costa.

Também aprovado foi o terceiro ponto que abordava a troca de direitos de superfície de um terreno localizado na avenida Padre Cruz, em Lisboa, por outros três nas freguesias do Lumiar e do Campo Grande.

in A Bola

Luís Filipe Vieira reforça aposta na formação antes da assembleia


A direção do Benfica, liderada por Luís Filipe Vieira, defende hoje, em assembleia geral marcada para as 20h30, no pavilhão n.º 2 da Luz, o relatório e contas do clube relativo ao exercício 2011/12, o qual apresenta um resultado negativo de 12,9 milhões de euros. O presidente do emblema da águia sublinha, no entanto, a recuperação da credibilidade do clube e o trabalho desenvolvido na formação.

“É assim que temos vindo a trabalhar nas nossas camadas de formação. Quer no futebol, quer nas modalidades, dispomos hoje de excelente organização, que tem sabido evoluir de ano para ano. Nesta matéria, podemos olhar qualquer clube da Europa olhos nos olhos”, sublinha Vieira, de 63 anos, na mensagem que acompanha as contas do exercício findo a 30 de junho último.


in Record

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

"The Sun" revela possível interesse do Chelsea por Falcão

O clube de Londres até estará satisfeito com o desempenho de Torres, mas quer reforçar o ataque em Janeiro.
O facto da notícia ser do "The Sun" recomenda alguma precaução, mas o que hoje o tablóide inglês revela é que o Chelsea está realmente disposto a pagar o que for preciso para ter Falcao. Assim sendo, Roman Abramovich estará disposto a passar um cheque de 56,5 milhões de euros ao Atlético de Madrid para ter o avançado já em janeiro.

Apesar do desempenho de Torres, que leva quatro golos em nove jogos - bem melhor do que por esta altura da época passada -, os "blues" estão convencidos de que precisam de mais um avançado. E de quem se lembraram? De Falcao, autor do hat trick na supertaça europeia que o Atlético de Madrid ganhou ao Chelsea.

in O Jogo Online

Man. City fora da Taça da Liga

O Manchester City está fora da Taça da Liga inglesa. A jogar em casa, a equipa de Roberto Mancini deixou-se surpreender pelo Aston Villa na terceira eliminatória, perdendo por 2-4 após prolongamento (2-2 no final do tempo regulamentar).

Mario Balotelli fez funcionar o marcador no Etihad à passagem do minuto 27, levando os citizens em vantagem para o intervalo.

Lance infeliz de Gareth Barry permitiu ao Aston Villa chegar ao empate já na segunda parte, decorria o minuto 59.

Kolarov recolocou o City na frente aos 64 minutos, pertencendo a Agbonlahor, aos 70, o segundo golos dos villans - que levaria o jogo para prolongamento.

Foram mais fortes os visitantes nos 30 minutos suplementares, sentenciando o resultado com tentos de N`Zogbia e o segundo de Agbonlahor, aos 96 e 113 minutos, respetivamente. 


 in A Bola

Rafael Veloso a caminho do Blackburn Rovers

Rafael Veloso vai ser jogador do Blackburn Rovers. O jovem guarda-redes, de apenas 18 anos, que cumpriu grande parte da formação ao serviço do Sporting, já tem acordo com o clube da Premiership, devendo, ao que tudo indica, assinar hoje um contrato de três ou quatro anos com o clube inglês.

Rafael Veloso já se encontra em solo britânico desde o passado domingo, realizou ontem os habituais exames médicos e tem quase tudo acertado para se tornar companheiro de equipa de Nuno Gomes.

Com a saída de Rafael Veloso, o Sporting acaba apenas por receber apenas os direitos de formação do guarda-redes, um valor que anda na ordem dos 230 mil euros. Números que não eram do agrado dos leões, que, tendo em conta o valor do jogador, pretendiam prolongar o seu contrato e assim poderem ter margem para negociar uma possível transferência.

Natural da Lourinhã, Rafael Veloso representou o Lourinhanense e o Torreense antes de rumar a Alcochete. Foi campeão nacional de juniores pelo Sporting e cedo deu nas vistas na formação do clube leonino. O Barcelona foi um dos clubes que observou o guarda-redes.

Rafael Veloso treinou-se várias vezes com o plantel principal do Sporting e sempre manifestou vontade de permanecer em Alvalade, mas os números apresentados pelo Sporting nunca foram do agrado do jogador. 


in A Bola

Sporting com vitória tremida

Afinal o leão gosta do perigo

 O Sporting venceu finalmente na Liga, mas teve de sofrer e muito frente ao Gil Vicente (2-1). Desta vez, Sá Pinto arriscou tudo e mais alguma coisa, a equipa teve intensidade e acabou ser premiada a cinco minutos do fim, num bom cabeceamento de Van Wolfswinkel. No entanto, fica a dúvida: que Sporting teremos nos próximos jogos? O triste e cinzento de antes, ou o sôfrego e vertiginoso de hoje? A qual deles o treinador se agarrará para segurar o leão? E se segurar a si.
QUE REVOLUÇÃO! Assim mesmo em capitais e a negro, porque Sá Pinto sentiu-se tão encostado às cordas que fechou os olhos e tentou o tudo ou nada. Viola teve entrada direta no onze, Insúa e Rinaudo voltaram a ser opção, e Pranjic subiu uns metros para médio. Izmailov voltou ao miolo. A uma equipa com dificuldades do meio-campo para a frente como era o Sporting até aqui o treinador soltou todo o lastro e transformou-a num 4x2x4 vertiginoso, por vezes 4x1x5 com as subidas de Izmailov, preenchendo quase todos os espaços da linha ofensiva. Dava ideia que Sá Pinto só não metia mais avançados porque não cabiam no relvado (acabaria por meter mais tarde em desespero). Era difícil que o jogo leonino não se tornasse confuso, sobretudo pela esquerda, onde Viola gosta de andar, Pranjic cruzar e Insúa chegar à linha. Onde não havia grandes problemas era na direita, com Capel a fletir para o meio, e a abrir o corredor para Cédric.

Com as equipas a jogar em tal nível de ansiedade é habitual que tudo aconteça. E quando acontece geralmente chama-se fado. O fado do Sporting adivinhava-se, era que algo ia acontecer sempre, para tornar as coisas mais difíceis. O golo do Gil Vicente. Um balão da direita, Xandão a não conseguir aguentar a pressão de Luís Carlos e a fazer uma rosca e a deixar a bola viva no adversário, que fuzilou Rui Patrício com o pé esquerdo.

O Sporting lambeu as feridas e voltou à carga, mas deu a sensação, algumas vezes, que um outro rival mais forte no contra-ataque, mais inteligente e sobretudo com outro poderio nos metros à frente da baliza poderia ter feito ainda mais mossa no leão, tal a sua inclinação para a frente. Com o passar do tempo, a pressão dos homens de Sá Pinto foi-se acentuado. Pranjic, Capel, Van Wolfswinkel podiam ter feito bem melhor numa ou noutra jogada, e Viola, segundos antes de Vasco Santos mandar todos descansar, atirou uma bomba à trave.

A regra para o Gil Vicente seria fazer mais, sair mais rápido, para realmente afastar o leão da sua área e, num desequilíbrio, ferir de morte o rival. Teve a sua oportunidade aos 69 minutos, por Luís Carlos, mas Rui Patrício negou-lhe o 0-2 e o bis depois de muito esforço e uma série de ressaltos. Antes, o Sporting ameaçara muito Adriano. Xandão (52), Insúa (53), Rinaudo (54) estiveram muito perto do empate.

Aos 62 minutos, Sá Pinto colocou mais vertigem no jogo do leão. Tirou o central Xandão e colocou em campo mais um avançado, o peruano Carrillo, que também teria a sua oportunidade aos 71 minutos, num chapéu que ficou seguro nas mãos de Adriano.

A resistência minhota durou 75 minutos e estava escrito que a jogada teria origem num dos recuperados por Sá Pinto. Insúa fez o que mais ninguém no plantel faz, chegou à linha, cruzou, apanhou Luciano Amaral distraído e Capel nas costas. O espanhol, também alvo de algumas críticas este ano, empurrou para as redes, pegou na bola, fechou o punho e mostrou-o repetidamente às bancadas. Adivinhava-se um quarto de hora complicado para os homens de Paulo Alves. E foi o que aconteceu.

O golo que fez explodir o estádio chegou a três minutos do fim. Cruzamento de Cédric e Van Wolfswinkel a antecipar-se a toda a gente e a cabecear para as redes. Sá Pinto aguentará pelo menos mais um jogo.  

in Mais Futebol

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Benfica não vai além de um empate a duas bolas com estudantes

Nervos para todos os lados.

 Num encontro com três grandes penalidades, duas para os estudantes e a outra para os encarnados, os comandados de Jesus acabaram por mitigar o prejuízo maior.


O Benfica sofreu a bom sofrer no regresso às competições internas, este domingo, em Coimbra. Depois de um início esmagador, que não conseguiu materializar em golos, o conjunto de Jesus esteve à beira de perder o jogo, a jogar com mais um jogador do que o adversário!

Pelo meio, houve três grandes penalidades, duas para a equipa da casa e uma para as águias, e emoção a rodos, num encontro que ditou a perda dos dois primeiros pontos fora da Luz e a consequente perda da liderança para o F. C. Porto.

Recorde o AO MINUTO do jogo

O Benfica começou o jogo a todo o gás. Com uma velocidade de ponta, os encarnados chegavam facilmente à área dos estudantes e, com apenas três minutos, Cardozo atirava a primeira bola aos ferros, neste caso à trave.

A pressão manteve-se e, pouco depois, foi Rodrigo que imitou o colega, atingindo o poste esquerdo da baliza de um atónito Ricardo, que nada podia fazer. O mesmo Cardozo voltaria a estar em foco ao obrigar o guardião da casa a defesa de recurso, numa altura em que o Benfica já podia ter o jogo praticamente resolvido.

Confira a FICHA e as NOTAS dos jogadores

Os primeiros 15 minutos da águia foram, assim, demolidores, mas sem resultados práticos e à medida que o jogo foi acalmando, a Briosa foi aproveitando para se reorganizar, acertar marcações e contra-atacar. Um pouco à semelhança do que fizera recentemente em Plzen.

Primeiro foi Marinho a avisar, bem secundado por Cissé, enquanto o Benfica surgia agora mais preso de movimentos. Num desses ataques rápidos, depois de um bom trabalho de Cleyton junto à linha, o brasileiro centra para a entrada da área, onde Maxi acaba por «atropelar» Makelele.

O lance não fica isento de polémica, pois deixa a sensação de que a falta ocorre ainda fora da área de rigor. Cissé, da linha dos 11 metros, não tremeu e colocou a Académica na frente, sem que nada, em bom rigor, o justificasse.

Cardozo voltou a visar os ferros, ainda antes do intervalo, e mostrava que os encarnados continuavam no jogo, mas foi igualmente através de um castigo máximo que restabeleceram o empate. Desta feita por mão de Rodrigo Galo, que acabou expulso, novamente num lance bastante confuso.

Depois da «conversa» com os postes, o paraguaio acertou desta vez e deu o mote para o cerco à baliza de Ricardo. Podia ser o clique que faltava ao Benfica para encetar a reviravolta, mas Garay deixou-se ultrapassar por Hélder Cabral e acabou por derrubá-lo, provocando (incrível!) a terceira grande penalidade da noite!

Wilson Eduardo fez o segundo para os da casa, a 20 minutos do fim, e Jesus não pode mais hesitar, lançando por fim Lima no jogo. E foi o ex-bracarense que relançou o jogo, a cinco minutos do fim, com uma «bomba».

Os nervos fizeram-se sentir para todos os lados, árbitro incluído, mas o resultado não se alterou e, pelo segundo ano consecutivo, o Benfica veio a Coimbra perder pontos. Na época passada, foi o adeus ao título. Este ano, tudo está ainda a começar, mas lá que o Mondego começa a ser aziago para Jesus, lá isso começa. 


in Mias Futebol

FC Porto líder isolado após goleada ao Beira-Mar

James Rodríguez mostrou o seu talento no Dragão a jogar como número dez numa equipa que actuou sem muitas das suas habituais referências. Mas o colombiano facilitou e o FC Porto não teve dificuldades em golear o Beira-Mar demasiado passivo. James fez o apoio ao ponta-de-lança, ajudou no meio campo João Moutinho, que também realizou uma boa exibição, fez duas assistências e marcou um golo. Os adeptos do FC Porto, viram o jovem mostrar que tem uma vocação surpreendente para jogar no meio. E fechou a exibição com um golo.
Rui Rego ainda tentou complicar. O guarda-redes de Aveiro teve um início de jogo excelente e foi retardando o inevitável. Começou logo no primeiro minuto ao evitar um golo a Maicon que aproveitou uma bola parada de James. Depois defendeu para a frente um cabeceamento de Mangala e a recarga de Maicon. São momentos que poderiam ter feito a diferença. Não fizeram. Perante um FC Porto que não contou com Lucho (por motivos pessoais) e colocou James a fazer o papel do argentino, com Atsu e Varela nas alas e no eixo o colombiano Jackson Martínez. E foi a estrela numa partida em que Vítor Pereira voltou a deixar de fora Rolando, um homem que parece definitivamente fora dos planos do técnico. Sorte de Mangala que ganhou a titularidade no eixo da defesa.

A exibição de Rui Rego teve o condão de travar a entrada fulgurante portista e permitir aos forasteiros segurar a bola e aproveitar Nildo e Balboa para tentar incomodar Helton.

Mas o FC Porto contou, porém, com um jogador em alta: James. O colombiano conseguiu apoiar o ataque e ajudar Defour e João Moutinho. O resultado foi acabar com um Beira-Mar que começava a levantar a cabeça. Deu tranquilidade à equipa. Pensou o jogo, ajudando Defour e João Moutinho que sentiam grandes dificuldades na primeira construção de jogo. Compensou o mau momento de Atsu que ainda parece procurar confiança. E ofereceu a possibilidade de Jackson Martínez marcar um grande golo quando estavam decorridos 33’. O jovem serviu na perfeição o compatriota, e o homem que custou milhões recebeu e tirou remate de bicicleta. A bola saiu cruzada e não deu hipóteses ao homem que ia alimentando as esperanças de Ulisses Morais manter o nulo. Um grande golo que voltou a dar alguma cor a uma equipa que está longe de ser brilhante e não consegue disfarçar as ausências e o sincronismo que Fernando e Lucho lhe oferecem.

Aquele momento, contudo, voltou a dar alguma cor ao futebol dos homens da casa. Mas o jovem colombiano foi mais longe. E, aos 39’, assistiu de cabeça, na área, Varela que rematou de pé direito por entre as pernas de Rui Rego. Em pouco tempo ficou praticamente tudo resolvido para um FC Porto que mexeu muito na equipa e onde Danilo voltou a recuperar o lugar de Miguel Lopes como lateral direito.

A estratégia defensiva do Beira-Mar caiu por terra. Ulisses Morais colocou na segunda parte uma referência na área, com Camará por troca com o médio Colett. Mas James não lhe deu tempo para ver a bondade da substituição. O jovem, que os portistas descobriram em 2009 no Banfield, aos 46’, recebeu um passe de Varela e James rematou de pé direito junto ao poste. Os homens de Aveiro, que até trocam bem a bola a meio-campo pouco mais faziam do que marcar presença e os centrais e os médios defensivos não revelaram a agressividade que se pede a uma equipa num desafio desta dimensão.

O que restava do jogo serviu para Vítor Pereira ir gerindo a equipa que veio de um jogo a meio da semana e tem pela frente um ciclo complicado. Entrou Castro e saiu Atsu. Pouco depois fez sair Varela e entrar Iturbe, muito aplaudido pelos adeptos. Um talentoso jogador de 19 anos, mas que necessita de confiança.

Antes do fim o quarto golo, num lance de bola parada, um tipo de jogadas em que os campeões nacionais começam a ganhar um peso muito forte: Moutinho (72’) marcou um canto na esquerda e Maicon cabeceou para o quarto golo. Tudo resolvido. Tudo Fácil. Perante um Beira-Mar que precisa de muito trabalho para conseguir a manutenção.

POSITIVO
James Rodríguez

 
Sem Lucho no meio-campo, o treinador do FC Porto apostou em James Rodríguez no apoio ao ponta-de-lança. O resultado foi espectacular. Fez duas assistências, marcou um golo e soube pensar o jogo. Não se podia pedir mais.

João Moutinho
Um jogo sem mácula do médio, apesar das dificuldades de não ter Fernando ao seu lado. Defour não é a mesma coisa. O português foi sempre um dos homens que marcou o jogo.

NEGATIVO
Beira-Mar
É uma equipa demasiado macia. Na primeira parte ainda teve algumas iniciativas, mas apagou-se por completo depois do primeiro golo. Desapareceu e permitiu aos portistas fazer da segunda metade a gestão da equipa. Ulisses Morais precisa de muito trabalho para conseguir construir uma equipa verdadeiramente competitiva.


in O Público